Eu quero é escrever minha verdade.
Não para que vejas, mas para que eu a veja e consiga me acostumar com ela.
Não me importa que minha verdade seja, melancolia, drama, comédia ou pudor.
Essa sou eu, assim eu sou.
Quando derramo meu eu no papel, é para eu mesma recolher, ainda que aqueles que leem , não saibam para que serve.
Eu sei!
Serve para esvaziar um pouco a minha alma, que pulsa pela vida, mas não essa vida que vejo.
Anseia pelo vindouro...mas teme o desconhecido.
Essa alma, tão sã, que poderia enlouquecer um pouco, de vez em quando.
A vontade é de correr, não na esteira, na academia, sem chegar a lugar nenhum.
Mas correr em uma estrada amarela, cercada de flores de todas as cores, todos os cheiros e todas as formas.
Vento no rosto, cabelo desarrumado, sem base, sem blush, e sem medo.
Liberdade!
Essa é minha verdade, liberdade, de verdade.